5 mitos sobre o seguro de viagem


Esclarecemos 5 falsas crenças sobre o seguro de viagem.

Será que o seguro de viagem vale a pena? A desinformação alimenta os mitos e os mitos não correspondem às qualidades de um bom viajante. Não é demais relembrar que um viajante cauteloso vale por dois e informar-se em profundidade é crucial para organizar a viagem perfeita e para que não se esqueça de nenhum documento, como reservas ou seguro de viagem. Este permite poupar dinheiro caso aconteça algum contratempo. Por isso, respondendo à pergunta inicial: sim, o seguro de viagem vale a pena.

Neste artigo queremos desmascarar os mitos sobre o seguro de viagem para que saiba quais são as suas vantagens e para que vá de férias com o seguro mais adequado às suas necessidades.


1. O seguro de viagem é caro.

Viajar tranquilo não tem preço, mas o seguro de viagem também é realmente acessível. Quanto custa um seguro de viagem? Além do número de dias que vai viajar ou da localização dos países que pretende visitar (Portugal, Europa ou Mundo), o seu preço é influenciado por outros fatores, como o número de assegurados ou o tipo ou motivo da viagem (lazer, desportos, estudos, cruzeiro, entre outros).

Relativamente ao pressuposto da viagem, ao contabilizar os custos em hotéis, voos, bares, restaurantes e atividades turísticas ou de lazer, o seguro de viagem representa apenas 3,5% (aproximadamente) do custo total de uma viagem. Além disso, se considerarmos o custo dos cuidados de saúde em alguns países, com um seguro de viagem economizaremos quantias significativas de dinheiro. Por fim, o seguro de viagem deve ser considerado um investimento.


2. O seguro de viagem serve apenas para grandes viagens.

Dependendo do seguro de viagem que contratar, pode cobrir apenas alguns dias ou até mesmo as viagens que fizer durante um ano inteiro. As apólices de viagem também se adaptam a diversos destinos, já que abarcam tanto deslocamentos em território nacional como em território estrangeiro. Segundo o âmbito geográfico contratado, o seguro de viagem cobrirá todas as deslocações que fizer dentro desse espaço, independentemente dos países que visitar, desde quando sai de casa até ao momento que regressa. Mas, o que é considerado uma viagem? É considerado uma viagem qualquer deslocamento superior a 20 ou 25 km de distância do seu domicílio habitual (15 km nas ilhas), dependendo do seguro. Um seguro de viagem nacional vale a pena. Este tem igual importância que um seguro de viagem internacional, porque mesmo que viaje dentro do seu próprio país, não está livre de riscos.

Excecionalmente, são excluídos países que, durante a viagem, se encontrem em estado de guerra ou conflito de qualquer tipo.


3. Uma criança e um idoso de 65 anos não podem contratar um seguro de viagem.

Embora hajam seguros de viagem que excluem os menores de idade e os idosos maiores de 65 anos, os seguros de viagem da InterMundial podem ser contratados por pessoas de qualquer idade. Recomendamos sempre que todas as pessoas que viagem contratem um seguro de viagem, incluindo menores e idosos. Porque, mesmo que o custo do bilhete ou do quarto de hotel para uma criança possa ser, em alguns casos, muito reduzido, o risco de ficar doente ou de necessitar de uma assistência médica são iguais ou até mesmo superiores às de um adulto.

É verdade que, segundo a idade do assegurado (menores de 14 e maiores de 70 anos), existem algumas particularidades nas apólices, mas só no caso das indemnizações por falecimento ou invalidez em caso de acidente.


4. As empresas de transporte já são responsáveis por problemas no voo ou na bagagem.

Porque irei contratar um seguro de viagem se a companhia aérea tem a obrigação de me indemnizar por atrasos, cancelamentos ou perda de bagagem? Bem, de acordo com a legislação europeia, esses direitos do viajante são aplicados a qualquer atraso, cancelamento ou overbooking que nos impeça de embarcar e que possamos exercê-los sempre que deixarmos um aeroporto situado na União Europeia ou chegarmos à UE com uma companhia aérea de um país comunitário ou da Islândia, Noruega ou Suíça.

Se nos negarem o embarque por overbooking ou cancelarem o voo, temos direito a reclamar o transporte até ao nosso destino final, reembolso do importe do bilhete ou o regresso gratuito ao nosso ponto de partida inicial.

É possível que também tenhamos direito a comida, bebida, chamadas e envios de fax, estadia num hotel ou a uma compensação económica, sempre em função da distância do voo ou da duração do atraso.

Se tivermos contratado um seguro de viagem, e mesmo que já tenhamos reclamado com a companhia aérea, podemos reclamar à asseguradora em caso de cancelamentos de última hora ou overbooking de voo. A companhia de seguros nos reembolsará uma certa quantidade dos gastos que se produzam (comida, bebida e hotel) durante a espera da saída do transporte alternativo. Igualmente, se a saída do meio de transporte público se atrasar um mínimo de horas, o seguro de viagem nos reembolsará também uma certa quantidade destes gastos adicionais.

Outras vantagens que o seguro de viagem tem é que o atraso do transporte, por falha técnica ou outras causas de força maior, supõe que percamos parte dos serviços contratados (excursões, visitas, noites de hotel, refeições, etc.), a seguradora nos reembolsará parte do importe destes serviços não desfrutados. Além disso, se o atraso impossibilitar a conexão com outro meio de transporte que tenhamos contratado, a asseguradora reembolsará os gastos adicionais do transporte alternativo para chegar ao destino, assim como os de alojamento, comida e transporte derivados da espera.

Em caso de perda de bagagem num voo regular, a asseguradora utilizará todos os meios ao seu alcance para localizá-la e, caso a encontre, fará com que chegue até si, sem qualquer custo.


5. Tenho cartão de crédito e um seguro médico internacional.

Está claro que com um seguro de viagem ficam cobertos os gastos derivados de uma doença ou acidente que soframos durante a viagem: visitas médicas, hospitalização, intervenção cirúrgica, repatriamento e gastos farmacêuticos. Mas, além disso, segundo a apólice que contratemos, teremos os gastos de cancelamento ou a interrupção da viagem cobertos (alojamento, transporte, excursões e outras reservas), perda ou roubo de bagagem ou documentos, assistência médica derivada da prática desportiva, cancelamentos ou atrasos em transporte ou a perda de serviços contratados (voos, alojamento...). Outra cobertura que nos pode proporcionar um seguro de viagem é a reclamação de danos a terceiros ou a responsabilidade civil privada.

Será que um seguro de cartão de crédito vale a pena? Os seguros de assistência em viagem que oferecem os cartões de crédito ou débito são aplicados a trajetos e estadias no estrangeiro pagos com este método de pagamento. Outra diferença importante relativamente aos seguros de viagem tradicionais é a quantia económica em conceito de gastos médicos que cobre, que costuma ser muito menor. Já os seguros de viagem adicionam outro tipo de coberturas, como a perda de transporte por acidentes do meio (exemplo: transfer) ou o reembolso por interrupção de férias não desfrutadas.


Em caso de cancelamento de viagem antes do seu início, os nossos seguros de viagem têm entre as suas causas o falecimento, acidente ou doença do assegurado e familiares de primeiro grau, mas também do acompanhante e familiares de segundo grau. Outros contratempos como a convocatória da mesa eleitoral ou complicações na gravidez também são causas de cancelamento ou interrupção de viagem. Quanto à atenção ao cliente, peça chave das asseguradoras, são poucos os seguros de assistência em viagem incluídos em cartões bancários que garantam um serviço de informação gratuito e ininterrumpido.

Relativamente ao seguro médico de modalidade internacional, existem 4 grandes diferenças. A principal é que o seguro médico apenas nos cobre em problemas médicos (gastos de assistência médica, hospitalização, intervenção cirúrgica, etc.). Por outro lado, o seguro de viagem contempla muitas mais incidências que possam surgir numa viagem, as quais estão relacionadas com a bagagem, documentos, transporte, hotel, cancelamento do mesmo, etc. Além disso, o seguro de saúde pode estar restringido a certos limites de idade e é contratado por um ano, enquanto que o seguro de viagem pode não ter limites de idade e pode ser contratado apenas durante o período da viagem -sem a necessidade de pagar durante todo um ano, se não o vai utilizar.

Outro grande benefício do seguro de viagem é o modo em que nos cobrem os gastos médicos. Ao contactar com o número de assistência 24 horas da nossa asseguradora, podemos saber a que centro médico nos devemos dirigir e teremos cobertos os gastos de assistência de maneira imediata, sem esperar futuros reembolsos. Tenhamos em conta que uma visita médica ou uma intervenção cirúrgica no exterior pode supor um desembolso importante no momento da assistência. Por exemplo, nos Estados Unidos, um dia de ingresso no hospital pode custar quase 4.000 euros e uma operação ao apêndice pode custar o triplo. Agora que já sabe que o seguro de viagem vale a pena, nao se esqueça de o contratar para a sua próxima viagem. 

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